A conta da variante B, aberta linha a linha
O serviço que a casa passa a vender para consultórios sem secretária, em que a assistente marca sozinha na agenda: o que é, quanto o cliente paga, quanto sai por mês e quanto sobra. Toda soma está aberta, e cada linha diz se é número verificado ou estimativa.
Ver como funciona na práticaO que tem aqui dentro
Da explicação do serviço até a conta aberta. As seis primeiras respondem o que é; as dez seguintes, quanto custa e quanto sobra.
O problema que o médico tem hoje
Antes de qualquer número: é este buraco que a casa vende para tapar.
Uma pessoa manda mensagem no WhatsApp da clínica às nove da noite de um sábado. A secretária só vê na segunda de manhã. Quando responde, a pessoa já marcou em outro lugar — quem procura médico raramente escreve para um consultório só.
Outra pergunta o preço, recebe o valor e some. Ninguém volta nela. Três dias depois ela não lembra mais do nome da clínica.
Isso não é desleixo da equipe. A secretária atende o telefone, atende a recepção, atende o paciente que está de pé na frente dela — e ainda o WhatsApp. Lembrar de quem sumiu há três dias é a primeira coisa que cai do dia. Qualquer pessoa no lugar dela faria igual.
E há um terceiro buraco, que é o mais caro: no fim do mês ninguém sabe quantas pessoas procuraram a clínica. Nem quantas foram respondidas, nem quantas marcaram. O médico paga anúncio e não tem como saber o que aconteceu depois que a mensagem chegou.
Um médico da carteira, perguntado quantos dos 19 contatos de agosto viraram consulta: "Ele não sabe dizer."
Outro, perguntado sobre a contagem de conversas que chegam à recepção: "Não tenho como saber."
Os três buracos, em uma linha cada
- Quem escreve fora do horário não é respondido — e vai embora.
- Quem pergunta o preço e some não recebe retorno — e é esquecido.
- Ninguém conta nada — e por isso ninguém sabe o que está funcionando.
O que a gente vende
A frase que resume tudo, para poder ser repetida sem consultar o documento.
Uma assistente automática no WhatsApp da clínica, que responde na hora, tira as dúvidas e entrega a pessoa pronta para marcar — mais o site do consultório, o retorno de quem some e um painel onde o médico acompanha os números.
São quatro entregas, e elas só funcionam juntas:
| A entrega | O que é, em português | Tapa qual buraco |
|---|---|---|
| A assistente | Um atendente automático ligado ao WhatsApp do consultório. Responde sozinho, a qualquer hora, e se apresenta como assistente na primeira mensagem. | O de não responder fora do horário |
| O site do consultório | Uma página com o que a clínica atende, quem atende, onde fica e como marcar. É por ela que o anúncio passa antes de levar a pessoa ao WhatsApp. | O de não saber de onde a pessoa veio |
| O retorno de quem some | Mensagens combinadas que voltam em quem perguntou e sumiu, com assunto novo a cada vez — nunca a mesma cobrança repetida. | O de ninguém voltar em quem sumiu |
| O painel do médico | Uma tela com os números do mês, que ele abre quando quiser e no período que quiser. | O de ninguém contar nada |
Variante A — clínica com secretária. A assistente conduz a conversa até o ponto de marcar e entrega para a secretária, que confirma o horário de verdade e fecha o agendamento.
Variante B — consultório sem secretária. Não há para quem entregar: a própria assistente marca o horário na agenda, sozinha, dentro de regras que o médico assina antes. É esta variante, e é ela que este documento detalha.
Não se promete paciente. O contrato promete atendimento: resposta na hora, informação certa, retorno em quem some e um retrato do mês. Quantidade de paciente depende da agenda do médico, do preço dele e da praça — coisas que não estão na nossa mão, e prometer isso seria vender o que não se controla.
As peças por trás, e o que cada nome significa
Os nomes que vão aparecer na fatura e nas conversas internas, cada um explicado uma vez.
É a plataforma que a casa assina, e é onde tudo roda: a assistente que responde no WhatsApp, o CRM com as fichas, as automações que disparam as mensagens e a base que alimenta o painel do médico. É um programa só, contratado uma vez pela agência.
E é a linha de custo maior. O ponto que importa para a conta: a casa paga UMA assinatura e atende VÁRIAS clínicas dentro dela. Cada clínica ganha um espaço separado, que não enxerga o das outras. É por isso que o segundo e o terceiro cliente custam tão pouco a mais — eles entram no mesmo prédio, só ocupam outro apartamento.
É a sigla de gestão de relacionamento com o cliente, e em português direto significa: uma ficha para cada pessoa que procurou a clínica, e a etapa em que ela está. Chegou · foi respondida · recebeu o preço · marcou · compareceu.
Hoje isso não existe em nenhuma clínica da carteira. As conversas moram numa caixa de mensagens de celular: chegam, sobem, descem e somem. Ninguém consegue olhar e dizer quantas pessoas estão paradas em cada etapa.
É o CRM que torna possível responder "quantos viraram consulta" — a pergunta que hoje nenhum médico da carteira sabe responder.
É uma regra escrita uma vez e executada sozinha, para sempre. Do tipo: "se a pessoa recebeu o preço e não respondeu em 48 horas, mande esta mensagem". É o que faz o retorno de quem some acontecer sem depender de alguém lembrar — que é justamente o que falha hoje.
É uma tela construída pela casa, fora da plataforma, que lê os números do CRM e os mostra para o médico. Ele abre pelo celular ou pelo computador, escolhe o período e vê os números. É por isso que o médico pode acompanhar tudo sem nunca entrar no sistema.
Cada peça acima aparece como uma linha na tabela da seção 9: o plano da assistente, a linha de WhatsApp, o processamento das conversas, as mensagens enviadas e os avisos que alimentam o painel. Nenhuma linha daquela tabela é abstrata — cada uma corresponde a uma das coisas descritas aqui.
Como funciona, do começo ao fim
A jornada inteira de uma pessoa, do clique no anúncio até depois da consulta.
Antes da consulta
- A pessoa vê o anúncio e clica.
- Cai no site do consultório, onde vê o que a clínica atende, quem atende e onde fica. Dali vai para o WhatsApp com um toque. O anúncio passa pela página de propósito: é assim que se sabe de qual anúncio veio cada pessoa.
- A assistente responde na hora — de madrugada, no fim de semana, no feriado. Ninguém espera o expediente abrir.
- Ela pergunta o que precisa saber: qual unidade, particular ou convênio, se é a primeira vez, que turno a pessoa prefere. Uma pergunta por mensagem, nunca um interrogatório.
- Informa o preço por escrito, sempre — para não ficar combinado de boca. Se a pergunta vier em áudio, ela não tenta interpretar: encaminha para a equipe ouvir.
- Na hora de marcar, ela marca. Consulta a agenda do médico, oferece os horários que estão realmente livres e fecha o agendamento — sem passar por ninguém. É isso que define esta variante: no consultório sem secretária, não há para quem entregar.
Quando a assistente chama uma pessoa
Ela não decide se o caso merece — cinco situações disparam sozinhas:
- A pessoa falou do que sente: qualquer menção a sintoma, dor, doença, exame ou remédio.
- A conversa chegou ao preço e a pessoa não disse não — é o momento em que se marca, e o momento em que se perde.
- A pessoa pediu para falar com alguém, repetiu a mesma pergunta ou mandou áudio.
- A pessoa já é paciente da casa: retorno, resultado, receita, remarcação.
- A pessoa falou em urgência ou em piora.
Mais dois freios de tempo: seis mensagens sem chegar ao preço, ou trinta minutos de conversa aberta sem concluir. Nos dois casos, passa.
Como a clínica é montada
Monta-se uma clínica-modelo completa — o texto da assistente, o quadro de etapas, as automações, os modelos de mensagem, o painel. Cada clínica nova é uma cópia dela.
Troca-se o nome do médico, o endereço e os horários, os preços e o que cada consulta inclui, e o número de WhatsApp. O resto vem pronto. O primeiro cliente paga a construção da clínica-modelo; do segundo em diante é troca de conteúdo — e é isso que impede o trabalho de crescer sem fim.
O número de WhatsApp continua o mesmo, no mesmo aparelho. No dia da virada, os computadores conectados àquele número caem uma vez e são reconectados em cinco minutos, lendo o código de novo — o mesmo que já se faz ao trocar de computador. A recepção segue atendendo pelo navegador. O médico não precisa entrar em tela nenhuma: acompanha pelo painel, quando quiser.
O retorno de quem some: as três réguas
É o coração do produto — o buraco número 2 da primeira seção, resolvido por regra escrita e não por memória de ninguém.
São três réguas diferentes, para três momentos diferentes. Todas rodam sozinhas, e todas precisam ser aprovadas inteiras pelo médico antes de a primeira mensagem sair — é o nome dele que aparece na conversa.
Régua 1 — quem perguntou e sumiu
| Toque | Quando | O que precisa conter | Custo |
|---|---|---|---|
| 1 | 2 horas depois, no mesmo dia | A pergunta que ficou sem resposta, reformulada | R$ 0,00 |
| 2 | Dia seguinte | Quem atende, formação e registro, onde e em que dias atende, o que a consulta inclui | R$ 0,05 |
| 3 | Dia 3 | As três dúvidas administrativas: particular ou convênio, formas de pagamento, prazo para conseguir horário | R$ 0,05 |
| 4 | Dia 6 | Abriu horário no turno que a própria pessoa pediu — só sai se for verdade | R$ 0,05 |
| 5 | Dia 11 | Encerramento do atendimento, e como reabrir | R$ 0,05 |
| 6 | Dia 41 | Uma notícia administrativa nomeada: atendimento em outra cidade, mudança na forma de pagamento, entrada de convênio — sem notícia, não sai | R$ 0,05 |
A régua anterior espalhava os toques por 90 dias, com um retorno só no dia 30. Não funciona: trinta dias depois a pessoa não lembra mais do que se tratava, e a mensagem chega como abordagem fria.
O esforço foi concentrado nos 11 dias em que a pessoa ainda lembra — que é quando ela ainda está decidindo. O toque do dia 41 continua existindo, mas só com notícia de verdade: ele deixou de ser calendário e virou consequência de um fato.
Régua 2 — para a pessoa não faltar
- Confirmação na hora em que o horário é fechado: data, hora, endereço e o que levar. Custo zero, porque sai dentro da conversa viva.
- Lembrete 48 horas antes, com opção de confirmar ou remarcar.
- Lembrete 3 horas antes, curto, com a localização.
Quem marca com menos de 48 horas de antecedência pula o primeiro lembrete. Pedido de remarcação cancela os seguintes e vai direto para uma pessoa. Custo: cerca de R$ 0,10 por compromisso.
Régua 3 — depois da consulta
No dia seguinte e uma semana depois, abrindo espaço para dúvida sobre a orientação que o médico deu. Depois disso, o retorno de exame ou a revisão saem só na data que o próprio médico determinar.
Data clínica quem decide é ele, nunca a assistente. E aqui a assistente envia mas não conversa: qualquer resposta do paciente vai direto para uma pessoa, sem a máquina ler nem guardar.
R$ 13,20 por clínica por mês, no volume de 95 conversas mensais. É a quarta linha da tabela de custos da seção 9. As mesmas mensagens em categoria promocional custariam R$ 100,32 — e, mais importante que o preço, seria a categoria que gera denúncia. Denúncia não derruba a mensagem: derruba o número da clínica inteiro. Por isso nenhuma mensagem promocional entra em régua nenhuma.
O que a assistente nunca faz
Os limites ficam escritos e assinados pelo médico antes de a primeira mensagem sair.
Nada de assunto clínico
Não opina sobre sintoma, não diz se o caso é urgente, não indica tratamento e não diz nem se o caso é da especialidade do médico — isso parece informação de balcão e é julgamento clínico disfarçado. Ela informa o que a clínica atende, e para aí.
Nada de promessa
Não promete resultado, não compara o médico com outro profissional, não dá desconto por conta própria. O conselho de medicina proíbe esse tipo de anúncio, e a punição não cai na casa — cai no registro do médico.
Nada de dado de saúde guardado
Quando a pessoa começa a contar o que sente, a assistente para na hora e passa para a equipe. Não repete, não resume e não guarda em ficha nenhuma o que foi dito. Essa é a abertura mais comum em medicina — e é a situação em que a máquina tem menos o que fazer.
Quando se desliga tudo
O critério fica combinado antes de ligar, não depois do problema:
- Uma única frase de assunto clínico ou uma promessa de resultado: a assistente sai do ar no mesmo dia.
- Uma denúncia no WhatsApp, ou queda na qualidade do número: desliga tudo, inclusive as mensagens de retorno.
- Mensagem enviada a quem pediu para parar: desliga as mensagens automáticas; o atendimento continua.
Nas duas primeiras semanas, todas as conversas são lidas uma por uma. Depois, uma amostra todo mês.
Quem acessa o quê
Três pessoas, três níveis. O médico não entra no sistema em cenário nenhum.
| Quem | O que acessa | O que NÃO acessa |
|---|---|---|
| O médico | O painel, e só. Abre quando quiser, escolhe o período — a semana, o mês, os últimos 90 dias — e vê quantos chegaram, quantos foram respondidos, quantos receberam preço e quantos marcaram. | Não entra no sistema. Não vê conversas, automações, modelos de mensagem nem configuração. |
| A secretária | Não existe nesta variante — é o que a define. | Se o consultório contratar uma, ela entra com acesso só à lista de conversas, como na variante A. |
| A casa | O sistema inteiro: conversas, fichas, quadro de etapas, automações, modelos de mensagem e histórico. | Acesso completo — é o instrumento de trabalho dela. |
As três travas do painel do médico
- Mostra contagem e etapa, nunca conteúdo de conversa nem dado de saúde. O que o paciente escreveu não entra em tela nenhuma.
- Nenhuma tela diz que a campanha gerou consulta. O painel mostra o que foi contado, não o que foi causado.
- O tempo de resposta da assistente não aparece como tempo de atendimento. Máquina responde em segundos, e isso não é a clínica atendendo rápido.
A terceira importa mais numa tela do que num relatório: no painel o número aparece grande e sem contexto, e "8 segundos" vira orgulho falso em dois dias.
A agenda do médico precisa estar num formato que a assistente consiga ler e escrever, e as regras de marcação precisam estar assinadas antes. Isso ainda não foi testado — está na lista da seção 16.
Quando um cliente sai hoje, ele leva tudo: a conta de anúncios é dele, os criativos são dele, o WhatsApp é dele. A casa é substituível por desenho.
Aqui, o número de telefone e o endereço do site continuam sendo da clínica — isso é correto e não se negocia. Mas o site montado, o texto da assistente, o histórico organizado, os modelos aprovados e o painel vivem na conta da casa. Quem sai leva o telefone e volta a ter uma caixa de mensagens onde tudo se perde.
Quanto o cliente paga
Um número só por mês, e o motivo de não haver taxa de instalação.
| Item | Preço de tabela | Piso de negociação |
|---|---|---|
| Mensalidade | R$ 3.900,00 | R$ 3.500,00 |
| Taxa de instalação | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Prazo | 6 meses | 6 meses |
| Total do contrato | R$ 23.400,00 | R$ 21.000,00 |
Por que a taxa de instalação sumiu — e por que ela não sumiu da conta
Havia uma cobrança de instalação de R$ 2.400, paga à parte no começo. Ela foi eliminada da proposta porque virava objeção na mesa: o médico ouvia dois números e travava no primeiro.
A montagem continua existindo e continua custando. O que mudou foi quando ela é cobrada: em vez de sair numa nota no começo, foi dividida pelos 6 meses do contrato e somada à mensalidade.
R$ 2.400 ÷ 6 = R$ 400 por mês. Por isso a mensalidade subiu de R$ 3.500 para R$ 3.900. O contrato inteiro soma exatamente o mesmo de antes: antes, 6 × R$ 3.500 + R$ 2.400 = R$ 23.400. Agora, 6 × R$ 3.900 = R$ 23.400.
A montagem custa mais, e o preço subiu o mesmo
A montagem desta variante custa R$ 3.062,97, e não R$ 2.400 — porque inclui ligar e testar a agenda. Diluída: R$ 3.062,97 ÷ 6 = R$ 510,50 por mês.
Mas o preço subiu só R$ 400. A diferença é de R$ 110,50 por mês, descoberta desde o primeiro dia — R$ 663 ao longo dos 6 meses, por cliente. Não é erro de cálculo: é uma decisão de preço que custa isso, registrada aqui para ninguém descobrir depois.
Quanto sai por mês, linha a linha
Cinco linhas, cada uma ligada a uma peça da seção 3, com periodicidade e origem do número.
| Linha | O que é | Periodicidade | Origem do número | Valor |
|---|---|---|---|---|
| Plano da assistente | A cota de respostas automáticas — nesta variante ela conversa mais, porque conduz até marcar | mensal, por clínica | Estimativa — é a linha que decide esta conta | R$ 498,95 |
| Linha de WhatsApp | A conexão do número do consultório ao sistema | mensal, por clínica | Preço de tabela | R$ 53,24 |
| Processamento das conversas | O custo de a assistente ler e escrever | mensal, por uso | Estimativa | R$ 4,35 |
| Mensagens das três réguas | O retorno de quem some e os lembretes de consulta (seção 5) | mensal, por uso | Estimativa | R$ 13,20 |
| Avisos que alimentam o painel | Cada evento do sistema que abastece a tela do médico | mensal, por uso | Estimativa | R$ 47,90 |
| Custo mensal por clínica | R$ 617,64 | |||
Três das cinco linhas não são preço de tabela: variam conforme a clínica é movimentada. Uma clínica com o dobro de conversas gasta mais nessas três.
Os valores acima foram calculados sobre 95 conversas por mês, que é o volume medido na única clínica da carteira que tem essa contagem. É uma observação só — não é média de mercado nem média da carteira.
O plano da assistente: R$ 498,95 ou R$ 266,19?
Nesta variante a assistente conversa mais, porque conduz a pessoa até o horário marcado em vez de entregá-la a alguém. Quantas respostas isso consome por conversa é a pergunta que decide o custo.
A conta acima supõe 13 respostas por conversa, o que estoura a cota do plano menor e obriga o maior. Com 10 respostas, a clínica cabe no plano menor e a linha cai para R$ 266,19. O efeito no total está na seção 15.
Quanto sobra
A subtração inteira, nas duas pontas de preço. Primeiro sem a assinatura fixa da casa, depois com ela.
| Conta | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| Mensalidade recebida | R$ 3.900,00 | R$ 3.500,00 |
| − Custo mensal da clínica (seção 9) | − R$ 617,64 | − R$ 617,64 |
| − Montagem diluída (seção 8) | − R$ 510,50 | − R$ 510,50 |
| Sobra por cliente | R$ 2.771,86 | R$ 2.371,86 |
por cliente, por mês, no preço de tabela.
No piso de negociação: R$ 2.371,86.
Descontando a assinatura fixa da casa
Acima de tudo isso existe a assinatura da plataforma, que a casa paga exista cliente ou não: R$ 516,41 por mês. Ela não é por clínica — é do escritório, e atende todas.
| Conta | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| Sobra por cliente | R$ 2.771,86 | R$ 2.371,86 |
| − Assinatura fixa da casa | − R$ 516,41 | − R$ 516,41 |
| Resultado com um cliente só | R$ 2.255,45 | R$ 1.855,45 |
Um cliente já paga a estrutura inteira, nas quatro combinações
Duas variantes × duas pontas de preço = quatro combinações. Em todas as quatro, o primeiro cliente cobre a assinatura da casa e ainda sobra.
A pior delas — variante B, vendida no piso de R$ 3.500, e ainda cobrando uma hora de trabalho da casa — deixa R$ 1.192,47 por mês. Não existe cenário em que o primeiro contrato dê prejuízo.
Como se compara com a outra variante
O número da outra ao lado, para não precisar abrir os dois documentos.
| Conta por cliente | Variante A com secretária | Variante B sem secretária |
|---|---|---|
| Mensalidade | R$ 3.900,00 | R$ 3.900,00 |
| − Custo mensal | − R$ 365,71 | − R$ 617,64 |
| − Montagem diluída | − R$ 400,00 | − R$ 510,50 |
| Sobra por cliente | R$ 3.134,29 | R$ 2.771,86 |
A B se sustenta sozinha, mas rende menos pelo mesmo preço
As duas são viáveis nas duas pontas — o ponto de equilíbrio da B é R$ 2.307,53, bem abaixo até do piso de R$ 3.500. Ninguém está vendendo no prejuízo.
Mas pelo mesmo preço a B rende R$ 362,43 por mês a menos, porque custa mais para montar e mais para operar. Em 6 meses, são R$ 2.174,58 de diferença por cliente.
Para a B valer o mesmo que a A, teria de ser vendida a R$ 4.262,43. Não é recomendação de preço — é a medida exata do que a variante custa a mais.
Na A, a assistente para no ponto de marcar e entrega para a secretária. Na B não há secretária: ela conduz até o fim e escreve na agenda sozinha.
Isso custa em dois lugares: mais conversa (ela fala mais, e cada resposta consome cota) e mais montagem (ligar e testar a agenda antes de qualquer paciente ser marcado).
Quantos clientes pagam a estrutura
Um. E a partir do terceiro a assinatura da casa sobe um degrau.
A assinatura fixa da casa é R$ 516,41 por mês. A sobra do primeiro cliente desta variante é R$ 2.771,86 no preço de tabela. Um cliente cobre a estrutura com folga de R$ 2.255,45.
| Clientes | Sobra somada | Assinatura da casa | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1 cliente | R$ 2.771,86 | − R$ 516,41 | R$ 2.255,45 |
| 2 clientes | R$ 5.543,72 | − R$ 516,41 | R$ 5.027,31 |
| 3 clientes | R$ 8.315,58 | − R$ 1.581,18 | R$ 6.734,40 |
A assinatura de entrada comporta até 2 clientes. O terceiro obriga a subir para a seguinte, de R$ 1.581,18 — um degrau de R$ 1.064,77 por mês. É a mesma lógica do prédio da seção 3: o terceiro apartamento exige um prédio maior.
O degrau é pago pelo próprio cliente que o dispara, e no mesmo mês em que ele entra: o terceiro traz R$ 2.771,86 e o degrau custa R$ 1.064,77. A regra é não assinar o degrau antes de o contrato estar assinado.
O que a casa assume de trabalho
O trabalho de gente não está em nenhuma tabela anterior. Aqui está — com a ressalva de que ele nunca foi medido.
A montagem, feita uma vez por cliente
- Levantar a folha de preços do consultório: cada consulta, cada exame, o que está incluso.
- Escrever e colher a assinatura do que a assistente pode e não pode dizer.
- Criar o espaço daquele consultório na plataforma, copiado da clínica-modelo, e conectar o WhatsApp.
- Escrever a assistente daquele consultório: o que ela diz, em que ordem, e quando para.
- Montar o quadro de etapas do CRM e as automações das três réguas.
- Submeter à aprovação os modelos de mensagem, e esperar a liberação.
- Construir o site do consultório e ligar os caminhos de origem.
- Construir o painel de números do médico.
- Ler as conversas anteriores, para saber de onde a clínica está partindo.
- Ler todas as conversas das duas primeiras semanas depois de ligar, uma por uma.
- Ligar e testar a agenda, para a assistente poder marcar sozinha. É o item que só existe nesta variante, e é ele que faz a montagem custar mais.
O trabalho que se repete todo mês
- Ler uma amostra das conversas e corrigir a assistente.
- Acompanhar os números e conversar com o médico quando algo sai da faixa.
- Cuidar dos anúncios, que é o que a casa já faz hoje.
Quanto tempo isso toma por mês, ninguém mediu. Está na seção 15.
Os R$ 3.062,97 de montagem não são custo apurado
São o que o preço arbitrado comporta. A conta foi feita ao contrário: partindo do valor, quantas horas ele paga?
R$ 3.062,97 ÷ R$ 662,98 por hora = 4,62 horas. Se a montagem levar mais que 4,62 horas, a diferença sai da margem — e ninguém cronometrou nenhuma montagem até hoje, porque nenhuma foi feita.
O que pode dar errado, e quanto custa
O risco concreto é o cliente cancelar antes do sexto mês. A montagem já foi feita e o dinheiro dela não volta.
Como a montagem passou a ser cobrada dentro da mensalidade, ela só é paga por inteiro quando o contrato chega ao fim. Se o cliente sai antes, sobra um saldo que a casa gastou e não recebeu.
| Cancela no fim do | A R$ 3.900 | A R$ 3.500 |
|---|---|---|
| mês 1 | R$ 2.662,97 | R$ 3.062,97 |
| mês 2 | R$ 2.262,97 | R$ 3.062,97 |
| mês 3 | R$ 1.862,97 | R$ 3.062,97 |
| mês 4 | R$ 1.462,97 | R$ 3.062,97 |
Dois pontos desta tabela que não são óbvios
Um. No desenho antigo, com a instalação cobrada em duas parcelas no começo, o risco zerava no mês 2: o dinheiro já estava no caixa. Agora ele se estende por todo o contrato. Trocou-se objeção de venda por exposição de caixa — e a troca tem este tamanho.
Dois. Na coluna do piso de R$ 3.500, a perda nunca diminui: é a mesma no mês 1 e no mês 4. O motivo é que nesse patamar nenhuma parcela da montagem está sendo cobrada — os R$ 400 que amortizariam não existem no preço.
Cláusula de saída com multa igual ao saldo não amortizado
É o que transforma a tabela acima em número contratual, e não em prejuízo.
- No preço de tabela: multa decrescente de R$ 400 por mês — começa em R$ 2.662,97 e acompanha exatamente a coluna da esquerda.
- No piso de negociação: multa fixa de R$ 3.062,97 durante todo o contrato, porque nada foi amortizado.
Sem cláusula, cada cancelamento no primeiro mês custa mais do que um cliente inteiro deixa em um mês.
O que ainda não se sabe
Duas lacunas, ditas de frente. Nenhuma impede vender; as duas mudam a conta se vierem diferentes.
Zero observações, em 30 de 30 contas da casa
Ninguém cronometrou nenhuma montagem, porque nenhuma foi feita. Os R$ 3.062,97 desta variante não são custo apurado — são o que o preço arbitrado comporta, que dá 4,62 horas.
E há um agravante honesto: o painel do médico entrou no escopo depois de o preço ter sido fixado. Se ele levar duas horas para construir, consome R$ 220,99 por cliente por mês — quase metade da montagem diluída desta variante.
Plano: cronometrar a primeira montagem de ponta a ponta, antes de o segundo contrato ser assinado. Uma medição resolve, e ela é de graça: basta anotar.
Decide o custo desta variante
A assistente tem uma cota mensal de respostas dentro da plataforma. Quantas ela gasta por conversa define em qual plano a clínica cabe — e os dois planos diferem em R$ 232,76 por mês.
| Respostas por conversa | Custo mensal | Sobra a R$ 3.900 | Distância para a variante A |
|---|---|---|---|
| 13 (a suposição usada aqui) | R$ 617,64 | R$ 2.771,86 | R$ 362,43 abaixo |
| 10 | R$ 367,42 | R$ 3.022,08 | R$ 112,21 abaixo — quase empata |
Plano: contar as respostas por conversa na primeira semana de operação. De 20 a 25 conversas já bastam para separar os dois cenários — não é pesquisa, é contagem.
O que NÃO está em dúvida
- Os preços de tabela da plataforma, que são 87% do custo na variante A: lidos na fonte, com dólar e imposto somados.
- A aritmética deste documento inteiro: todas as somas e subtrações estão abertas nas tabelas e podem ser refeitas na calculadora.
- Que um cliente paga a estrutura nas quatro combinações de variante e preço, inclusive na pior delas.
O que precisa ser decidido
Cinco condições. Enquanto não forem resolvidas, o modelo funciona — mas com pontos cegos nomeados.
| # | O que precisa ser resolvido | Quando |
|---|---|---|
| 1 | Cláusula de saída com multa igual ao saldo não amortizado da montagem, nos dois patamares de preço. | Antes do primeiro contrato assinado |
| 2 | Contar as respostas por conversa na primeira semana de operação, para fechar a lacuna 2. | Primeira semana do primeiro cliente |
| 3 | Cronometrar a montagem e o painel de ponta a ponta, para fechar a lacuna 1. | Antes do segundo contrato |
| 4 | Confirmar que a assinatura de entrada aceita a assistente por clínica. É leitura de documentação, ainda não testada. | Antes de mudar o plano, em 02/10 |
| 5 | Testar a agenda — a assistente consegue mesmo marcar sozinha, sem marcar em cima de horário ocupado? | Antes da primeira venda desta variante |
O que muda se nada disso for feito
O modelo continua de pé em dinheiro — nenhuma das cinco condições inverte o sinal de nenhuma conta deste documento. O que elas mudam é o tamanho da margem e o tamanho do risco.
Sem a número 1, um cancelamento cedo custa até R$ 3.062,97. Sem a 2 e a 3, a margem real pode ser menor que a calculada, e ninguém vai saber por quanto. Sem a número 5, esta variante não deve ser vendida — ela promete algo que ainda não foi verificado.
Cabe. Um cliente desta variante paga a estrutura inteira da casa e ainda deixa R$ 2.255,45 por mês no preço de tabela. As cinco condições acima não são obstáculos à venda — são o que separa uma margem calculada de uma margem conhecida.